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sábado, 22 de agosto de 2009

Foto Final



Grande Baptistinha...

Baptistinha 004

A mulher, realmente, não era tão bonita assim. De qualquer forma, o Baptistinha que tava afim de dá uma , encarou. Como diz Chico Buarque, ela era mais difícil de cantar do que o hino nacional. E um papo meio intelectual . Mais pra bicho grilo. Ele, apesar de toda presença de espirito que lhe é peculiar, não conseguia encaixar uma cantada nos assuntos que ela puxava. De repente, fez-se a luz:
"- Sabe, Baptistinha, o importante é que eu tenho uma beleza interior."
Ele aproveitou:
"- Posso entrar pra ver ? "

Baptistinha

É assim...

"O Brasil está em nossas mãos. E não adianta lavar."

Baptistinha

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O tira-gosto001

"O bar paraíso é aonde conversamos, ensinamos e o mais importante - aprendemos - sobre aquilo que aqueles que acham que sabem ainda não aprenderam."

Por: John L. Walter Eagle

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Numa segunda no bar paraíso...

Um amigo do Baptistinha, metido a teatrólogo chegou perto de mim, filou dois copos e disse:
-Topa fazer uma peça por amor a arte?
E eu respondi:
Eu não. Mês passado eu dei um beijo na conta de luz, fiz carinho e ainda disse que amava, e mesmo assim fiquei no escuro...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Baptistinha

Sem tempo para escrever e como ninguém manda nada para gente, resolvi colocar algumas fotos de um dos mais ilustres frequentadores do Bar Paraíso e dono do maior arsenal de "tiradas" que eu já vi, com vocês: Baptistinha Eleutério











Criação de Guilherme Leal



Postado por Bruno Lima



terça-feira, 28 de julho de 2009

O amigo

Eram desses tipos de amigos inseparáveis, torciam pelo mesmo time, eram parceiros de copo e sócios de violão, o que um tocava o outro cantava. Renato tinha vocação para boemia, era negócio antigo de família, já César tinha o talento. E não havia roda de samba, butiquim ou quarto de zona que não conhecessem na cidade.

E por um desses acasos que o destino nos reserva, Renato conheceu um amor de pequena, dessas que faz o sujeito mudar de vida da noite para o dia. Já não aparecia mais no samba, não passava pela rua do bar quando voltava para casa, esqueceu até de trocar a Ré do violão. O que é pior, passou a acordar cedo aos domingos, começou a assistir Fórmula 1 e até sabia o preço do pão.

César, que continuara na vida de vampiro “alcooltófago”, não aceitava a atual condição do amigo. Ligava nos dias de samba, convidava para um chopp depois do trabalho e o insultava chamando de bicha e de desertor do movimento:

- Pô Renato, quando você vai parar de frescura e sair comigo?
-Você sabe que isso não ia da certo, numa dessas eu bebo demais, acabo aprontando e aí você já viu!!
E o amigo tinha sempre uma pérola na ponta da língua:
- Paixão tem prazo de validade e o namoro já está chegando a três anos.
Renato, mais romântico, retrucava:
- E o amor?
César, vivo que só vendo, rebatia:
- A paixão é monogâmica, mas o amor, meu caro, costura pra fora de vez em quando.

E era assim com todo mundo, qualquer amigo que pensasse em namorar passava a ter esse encosto em sua vida. E coitada da namorada que fosse reclamar com ele. Estendia a mão em direção à moça num sinal de comprimento e com um cinismo irritante, nem por isso menos espirituoso, dizia:
- Muito prazer, Consciência.

Um dia o namoro de Renato chegou ao fim. Estava entrando em casa quando o telefone tocou. Era o César:

- E aí, vamos ou não vamos tomar aquela cervejinha hoje?
Com uma voz triste e desanimada respondeu com uma pergunta:
- Você já deve estar sabendo, né?
- O quê?
- Do meu namoro, bolas!
- O quê que tem?
- Acabou.
E para sua grande surpresa, César amistosamente o consolou:
- Cara, se você não estiver se sentindo muito bem e não tiver a fim de sair, eu entendo. Fim de namoro tem dessas coisas e eu sei que você gostava dela. Qualquer coisa a gente deixa pra semana que vem.
Em uma mistura de raiva e espanto Renato explodiu:
- Porra César! Namorei durante três anos e você me ligava todos os dias pra gente sair, agora que eu terminei você me manda ficar em casa?
Houve um silêncio no outro lado da linha. Renato, mais nervoso ainda, voltou a perguntar:
- Não vai dizer nada?
E César, numa cretinice digna das páginas de Nelson Rodrigues, respondeu:
- Missão cumprida, meu amigo!

Bruno Lima