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sábado, 21 de novembro de 2009

Saudoso samba perdido


Sabe aquele sambinha antigo que você não escuta a muito tempo... Sabe aquela música, é, aquela que você gostava tanto mas não acha em lugar nenhum... Pois bem agora isso já não é mais problema. Outro dia, navegando pelelas inúmeras mensages não lidas do meu Reader, eu descobri um blogzinho supimpa chamado prato e faca.

O blog possui um acervo incrivel com raridades e links sempre ativos. Pra quem gosta é um copo cheio regado a Cartola, Andorian Barbosa, Ismael silva, Moreira da silva e muitos outros silvas

Bem, o link é esse: Prato e Faca

Bom proveito e boa noite.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Aforismo do dia...

Depois de uma garrafa minha vida é um litro aberto.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Chorando a dois




Para alegrar o semblante do Bar, um pouco de música!
Aqui está uma interpretação de Tico-Tico no Fubá efetuada pelo Duo Siqueira Lima, composto pelo casal Fernando Lima e Cecilia Siqueira.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Hoje eu acordei com nostalgia poética...

Outro dia eu estava lendo um poeminha do saudoso Marcos Vinicius, um daqueles sobre amor sabe? Acontece, que hoje eu acordei e lá estava ele, martelando na minha cabeça. Deve ter sido reflexo de sábado...

"Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, louco, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo."

domingo, 15 de novembro de 2009

uma hipotese

Dinheiro é um meio, nem que seja pra comer alguem.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

História de "Mineirim"

Eu tenho um vizinho, lá na fazenda em Cataguases, que parece com o Mineirim desta história.
Quando eu morava ainda na cidade, em Cataguases, ia toda a manhã para a Fazenda.
Quase sempre no caminho eu passava pelo Zé Roberto (o vizinho).
Ele ia e voltava bem cedo do sítio.
Quando tinha algum animal com problema na minha fazenda, alguma doença ou outra coisa, ele me cercava na estrada, fazendo sinal com a mão, aflito, era só eu parar e lá vinha a notícia:

- Bom dia, Aurélio!!
- Bom dia Zé.
- Sabe aquela bezerra sua, que tava doente ...
- Sei.
- Acabou de morrer! Que bezerra bonita heim sô!
- Pois é ... foi uma pena ...

E assim, no passar dos anos, de vez em quando eu era surpreendido pelo Zé com uma notícia desagradável dessas.

No início de um mes de janeiro, com um verão prometendo ser dos mais quentes, o Zé Roberto resolveu ir para Marataízes com a família. Tomar banho de mar.
Precavido, aí eu já estava morando na fazenda, passou lá comigo deixando o telefone da casa da praia, além de fazer algumas solicitações e recomendações.
- "Qualquer coisa liga lá pra mim! Não preocupa não que depois nós acertamos as contas das ligações." Dizia ele.
Só foi embora diante da minha promessa que ia dar uma olhada, de quando em vez, no sítio dele.
Embora tivesse um empregado para cuidar das coisas.

Dois ou treis dias depois que o Zé partiu, feliz, com a família para a praia, num fim de tarde, caiu um temporal de verão daqueles, lá em Cataguases.
O céu escureceu ainda no meio da tarde, e não tardou a chuva cair forte.
Relâmpago pra todo lado, e aquela correria para tirar os eletrodomésticos das tomadas. Na área rural é sempre assim, alerta geral quando chove com relâmpago.

Na manhã seguinte, bem cedo, me aparece o empregado do Zé:

- Seu Aurélio, bom dia!.
- Bom dia Bastião!
- Queria pedir um favor, pra ligar pro seu Zé. Falar com ele que as novilhas esconderam debaixo da árvore na hora da chuva, caiu um raio e matou elas tudo!!
- Num diga, Bastião, eram quantas?
- Todas elas: 15 !!

Na hora percebi que era o grande momento da desforra !!! E imediatamente disse:

- Bastião, pode deixar que eu ligo e falo com ele.

Fui em direção ao telefone saboreando o gosto da desforra.
Depois de tantos anos, e tantas notícias ruins, era a minha vez, respirei fundo e liguei:

- Bom dia Zé, como estão as coisas por ai?
- Tudo bem, e aí?
- Chuveu muito forte ontem por aqui.
- Aqui o céu tá lindo, sol forte, muita praia, uma beleza!
- Zé, sabe aquelas novilhas suas?
- Sei, tem alguém querendo comprar?
- É que elas esconderam debaixo da árvore na hora da chuva, caiu um raio, morreram todas as 15.

O Zé ficou mudo do lado de lá.
Depois de restabelecido me pediu para cuidar dos funerais.

Aurélio de Sousa